Crime brutal de pai contra tenista indiana choca o país e expõe dilemas sociais
Radhika Yadav, de 25 anos, foi assassinada em casa; o pai alegou vergonha por “fracasso financeiro” da filha
Radhika Yadav, de 25 anos, foi assassinada em casa; o pai alegou vergonha por “fracasso financeiro” da filha
Redação
A Índia está em luto e indignação após um crime brutal que tirou a vida da jovem tenista Radhika Yadav, de apenas 25 anos. Ela foi assassinada a tiros pelo próprio pai, Deepak Yadav, dentro de sua residência na cidade de Meerut, no estado de Uttar Pradesh — região marcada por fortes tradições patriarcais.
Segundo a polícia local, o crime ocorreu enquanto Radhika preparava o café da manhã. Deepak disparou cinco vezes contra a filha, sendo quatro tiros pelas costas. A atleta morreu na hora. O pai foi preso em flagrante e confessou o assassinato, alegando à polícia que vivia atormentado pelas críticas da comunidade local, que o julgava por ter uma filha “sem sucesso financeiro” e “com liberdade demais”.
A declaração causou repulsa nacional e internacional, sendo interpretada como um reflexo cruel da cultura patriarcal ainda enraizada em muitos setores da sociedade indiana, onde a honra da família muitas vezes é atrelada ao comportamento das mulheres.
Radhika Yadav iniciou sua trajetória no tênis ainda na adolescência e chegou a disputar torneios internacionais da Federação Internacional de Tênis (ITF). Embora sua carreira tenha sido interrompida por uma lesão no início de 2024, ela demonstrava resiliência: estava planejando abrir sua própria academia de tênis em Meerut, buscando compartilhar sua paixão com outras meninas da região.
Nos bastidores, porém, o que parecia ser uma relação de apoio familiar escondia sinais de controle e tensão. “Ele sempre viajava com ela. Nunca a vi sozinha. Parecia muito protetor”, afirmou o ex-treinador da tenista, Ankit Patel. No entanto, amigos próximos da jovem relatam que Deepak exercia forte pressão psicológica sobre a filha e controlava suas decisões pessoais e profissionais.
A morte de Radhika reacendeu o debate sobre violência doméstica, pressões culturais e a difícil jornada de mulheres que tentam romper com estigmas em uma sociedade ainda marcada por normas conservadoras. A hashtag #JusticeForRadhika (Justiça por Radhika) rapidamente viralizou no X (antigo Twitter), e celebridades do esporte e ativistas dos direitos das mulheres pediram punição severa ao pai e medidas mais eficazes de proteção às mulheres no país.
A ex-tenista indiana Sania Mirza declarou:
"Isso não é apenas um caso de violência doméstica. É o retrato de um sistema que sufoca sonhos femininos desde o berço. Radhika merecia apoio, não um túmulo."
O caso de Radhika é mais um entre muitos crimes de violência de gênero na Índia, onde, segundo o National Crime Records Bureau (NCRB), uma mulher é vítima de violência doméstica a cada três minutos. Apesar de avanços legais e sociais, o peso da tradição e o medo da "desonra" ainda impõem limites cruéis à liberdade de muitas mulheres.
A tragédia não é apenas um caso isolado, mas parte de uma realidade estrutural que exige respostas firmes das autoridades, reformas culturais e uma ampla conscientização da sociedade.
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